Que este novo ano que se inicia possa ser ainda mais belo para vocês meus amigos....
Em breve estarei com mais novidades ...
abraço
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
Moda X Sertanejo - Balada chic sertaneja, a nova moda da noite dos Campo-grandenses...
Elvis Mar
Na pista, minissaias e saltos altos dividem espaço com camisetas pólo e camisas xadrez. No palco, garotos de cabelos trabalhados à base de muita pomada e vestindo combinações básicas de jeans-camiseta- sapa/tênis começam a tocar.
E o que sai é "Te dei o sol, te dei o mar, pra ganhar seu coração, você é raio de saudade, meteoro da paixão", primeiro refrão da música Meteoro, do ídolo teen sertanejo Luan Santana, acompanhada em coro na pista. Se você gosta, comemore: a balada sertaneja chic chegou para ficar em Campo Grande.
E conseguiram. O novo sertanejo culminou na abertura de casas temáticas em Campo Grande (como a Valley Acustic Bar – considerada a melhor do gênero do estado), obrigando outras danceterias a adaptarem suas noites para atender à nova demanda. Mas o porquê de tudo isso?
Calma eu explico, é que lembro bem que aproximadamente 8 ou 10 anos atrás, foi um “bumm”, da moda country, diversas casas noturnas tocavam somente músicas country, seu freqüentadores vestiam-se a caráter(bota, chapéu, jeans e camisa), e com o passa dos anos essa moda, digamos que foi aos poucos se apagando.
A moda country está nas ruas, nas baladas sertanejas e também nas passarelas. O xadrez está sendo bem aproveitado, tanto para coleções masculinas quanto para femininas, as botas, mesmo que não tenham uma estética completamente country, também estão sendo bastante usadas, e o jeans e o couro nunca saem de moda. Já a alguns finais de semana venho observando nas minhas idas nas noites da Valley o vestir da galera. Mulheres extremamente lindas vestindo minissaias, vestidos justos, salto alto, cabelos e maquiagens impecáveis, mas sem deixar de lado os homens que a cada dia estão mais vaidosos, camisas com cortes mais justos, abusando do xadrez – mas não o xadrez da época dos nossos avôs, mas com uma padronagen nova com cores atuais.
Fotos: Arnaldo Muniz. Arquivo site www.valley.com.br.
Hoje, quem ainda pensa que balada sertaneja é sinônimo de fivelas e chapeis, estão redondamente enganados, o vestir esta acompanhando o seu tempo e o pensar.
Então aconselho diversifiquem suas baladas, a dica é se divertirem seja no eletrônico, sertanejo, samba, entre outras opções, te garanto que sua noite será ainda mais quente.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
Cinto: o acessório-chave do Verão 2011!
Com a volta da silhueta em forma de 8, ou ampulheta na próxima temporada, os cintos[/noticia ganham destaques e se transformam em elementos principais nos visuais e produções tantos masculinas quanto femininas da próxima temporada Primavera Verão 2011.
Destaques nas principais passarelas internacionais, os cintos aparecem em diferentes modelos, formatos e materiais, acrescentando personalidade à produção de verão. Entre alguns desfiles de moda lá fora, podemos citar grandes grifes como Alexandre McQueen, Yves Saint Laurent, Jean Paul Gaultier, Fendi, Armani, Gucci, como forma de comprovar a forte tendência para a próxima estação.
Cintos de duas cores – TNG Verão 2011Trançados e em duas cores, é como a TNG apresenta alguns de seus cintos para o publico masculino. Combinados com cores contrastantes, o cinto causa impacto nos looks mais fashions e ousados do Verão 2011..
No Brasil, os cintos também se mostram diversificados. Cheios de tachas, fivelas, recortes e laços, o acessório passa a ser um item obrigatório marcando a cintura ou o quadril dos mais fashions looks summers.
A cor da vez é a marrom, mas isso não impede que cores cítricas e vibrantes, bastante em alta nesse próximo verão, fiquem de fora do acessório-chave da estação! O importante mesmo é que ele faça a diferença e cause o impacto desejado nos looks atuais.
Marcas renomadas como Cori, Alexandre Herchcovitch, Ausländer, Água de Coco, Printing, Têca entre outros que apresentaram suas coleções nas principais semanas de moda do país, podem garantir a presença do acessório nas vitrines de moda brasileira na temporada calourosa Primavera Verão 2011.
Cinto todo de miçangas – Triya Verão 2011 [13]A marca Triya propõe um cinto todo feito de miçangas, em cor laranja e detalhes contrastantes em marrom, garantindo o visual fashion e ousado no Verão 2011.
Além de cores e recortes diferenciados, inusitado mesmo, foi a forma com que os cintos passam a ser usados nesse verão. Amarrados e com nós, eles acrescentam um charme extra e deixam o look bem moderno e estiloso, Os cintos fininhos de duas voltas ficam ótimos com qualquer silhueta e dão vida a looks românticos como vestidinhos leves e saias de cintura alta! Já os mais largos e pesados devem ser evitados por pessoas mais baixas ou mais gordinhas, por chamar muita atenção e por ilusão de ótica, diminuir ainda mais a silhueta.
Cintos Branco para o Verão 2011. [6]Masculinos ou femininos, finos ou mais largos, com uma ou mais voltas, os cintos aparecem em destaque nas produções do próximo verão. Na cor branca, ele aparece em passarelas renomadas no território brasileiro e promete sucesso entre os principais fashionistas.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Dicionário de Moda
ACRÍLICO: fibra artificial sintética, a produção para fins comerciais se iniciou em 1.950, nos EUA. Características: leve, macio e quente, para o inverno ou frio, macio, semelhante ao algodão e fresco para o verão, apresenta brilho quando tingido com excelente solidez.
ALGODÃO/COTTON: o algodão constitui uma das principais fibras têxteis de produção, com comercialização e uso em larga escala mundial. No Brasil, é a principal fibra têxtil, tendo suas fontes de produção localizada nas regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste do país. As principais características para a produção de fios de algodão de boa qualidade são: o comprimento da fibra, e a resistência da fibra.
ALONGAMENTO DO FIO: a capacidade de alongamento do fio OPEN END é maior, importante para a malharia, mas problemático ao acabamento, pois malhas com fios OPEN END tendem a ficar mais largas e necessitam de regulagens especiais.
ANEL, PROCESSO EM: no sistema Anel, podemos ter fios com torção no sentido direito (Z), ou no sentido esquerdo (S). Neste sistema a torção é realizada de fora da fibra para dentro, o que resulta em um fio mais macio tanto no núcleo, como na sua superfície.
APLIQUE, BORDADO COM: a máquina de bordar sustenta 15 cabeçotes que podem produzir vários tipos de bordados, um modelo é aquele que possui o aplique. Este aplique, já na forma do desenho e tecido, pode ser de vários tecidos, como o feltro, por exemplo. O aplique é posto manualmente depois é preso pelo bordado feito em cima ou ao redor do aplique.
ACETATO: o acetato ou raiom acetato é uma fibra artificial a base de celulose, obtida por processo semelhante ao da viscose, utilizada como substituta da seda natural, o consumo do acetato é reduzido, especialmente no caso de aplicações têxteis. Embora apresentando características gerais similares às da viscose, não reage bem aos processos normais de tingimento, exigindo a utilização de técnicas especiais. Suas maiores aplicações estão na produção de filtros para cigarros, rendas, cetins e material de estofamento.
ANARRUGA: tecido com efeito enrugado ou plissado no urdume ou na trama, conseguido através da utilização de fios com encolhimentos diferentes, muito utilizado em roupas leves para o verão, como blusas, vestidos, etc..
ANTIFIT: modelagem da 501, o primeiro modelo da Levi's. Tem botões ou zíper, adaptada a silhueta do consumidor brasileiro, com cintura baixa, quadril desestruturado e corte reto nas pernas. Como o nome diz, não é um jeans de caimento perfeito; fica com pequenas sobras no quadril e cavalo. Tem pontos a favor: o conforto e o estilo
BANDANA: Lenço dos pioneiros do oeste americano. No final da década de 80, entrou definitivamente para o guarda-roupa dos jovens. Sua estampa mistura traços primitivos com motivos de cashmere. É usado na cabeça, amarrando os cabelos, no pescoço e até mesmo como faixa na cintura.
BÁSICO: estilo de vestir. Representa também a linguagem dos tecidos e peças clássicas e comuns nas coleções dos produtores de tecidos e confecções.
BARBATANA - Pedaço de BARBATANA DE BALEIA ou armação que, no final do século XIX, era inserida em ESPARTILHOS ou SUPORTES para criar a SILHUETA EM S da época. Com o formato de uma longa espátula, mais espessa em cima que embaixo, a barbatana era presa por cordões. Ia desde o busto até a cintura ou até os quadris.
BATIK: tecido muito antigo de algodão, estampado e produzido na Índia e Indonésia. Atualmente, ainda muito utilizado, ele é estampado com o processo à cera e após pintado a mão, o que lhe confere uma característica original e delicada.
BODY: (em inglês) corpo.
BODY-SUIT: roupa colante, ajustada, que desenha o corpo, ressaltando sensualmente os contornos.
BOTÃO: Peça de variados tamanhos e formas, usado para fechar peças do vestuário, mas que não se rendeu a só essa função. Desde o século XVI , enfeita as roupas e, dependendo do material, acaba virando uma jóia.
BOTTOM: parte inferior. Saia, calça, bermuda, shorts, etc.
BOUCLÈ: do adjetivo francês bouclè (que forma um anel). É um fio retorcido onde aparecem laçadas e nós, resultando uma textura crespa.
BRIM: tecido grosso, empregado em diversos artigos, inclusive roupas profissionais, calças, jaquetas, etc.
BUSTIER: que cobre o busto pode ser curto como um sutiã ou comprido como espartilho.
CALADO: expressão usada para referir-se às peças de tricô, que descreve o acabamento sem costura (sem emenda), quando a peça sai praticamente pronta da máquina.
CALÇAS - Peça externa que cobre o corpo desde a cintura até os tornozelos, com duas partes separadas envolvendo as pernas. De uma forma ou de outra, as calças vêm sendo usadas pelo homem desde a Antiguidade. Os calções do início do século XIX, os KNICKERBOCKERS e as pantalonas são os parentes mais próximos das calças modernas. Calças retas que iam até os tornozelos começaram a surgir no início da década de 1800, mas apenas no final do século XIX foram consideradas uma vestimenta aceitável para homens. Embora a atriz Sarah Bernhardt aparecesse usando calças na mesma época, só na década de 20 elas foram usadas normalmente pelas mulheres. Nas décadas de 20 e 30, CHANEL lançou "calças de iatismo", e usavam-se calças (na maioria, largas) para praia e lazer. Na mesma época, calças para a noite, em tecidos esmerados, entraram em moda, e os homens vestiram OXFORD BAGS de pernas largas. Durante a Segunda Guerra Mundial, as mulheres, assumindo o trabalho masculino, usavam calças nas fábricas e nos campos; após a guerra, porém, as únicas calças em moda eram as BERMUDAS , as CALÇAS DE CICLISTA e CALÇAS
DE TOUREIRO, todas usadas em ocasiões informais. A verdadeira revolução das calças ocorreu na década de 60, com a moda UNISSEX, apesar de, até nessa época, mulheres que usassem calças serem impedidas de entrar em restaurantes e de o assunto ser debatido acaloradamente. Nos anos 70, as regras e atitudes sociais abrandaram-se e as calças de muitos comprimentos e modelos tornaram-se peça aceitável da vestimenta feminina, tanto informal quanto formal. Na década de 80, a batalha da mulher que usa calças foi quase totalmente vencida, embora em alguns segmentos ainda haja resistência à idéia de a mulher usar calça no trabalho. Ver também BOCA-DE-SINO e TERNINHO.
CALÇAS CAPRI - Durante a década de 50, eram calças razoavelmente folgadas que se afunilavam até o meio da canela e que se tornaram traje elegante de verão. Receberam o nome em homenagem à ilha de Capri, na Itália, balneário muito popular na época.
CALÇAS DE CICLISTA - Calças largas que iam até o meio da canela, geralmente feitas com punhos, os quais estiveram em moda durante a década de 50.
CANELADO: possibilita um ajuste perfeito ao corpo, dando liberdade aos movimentos. O ponto de malharia em canelado combina elasticidade e alongamento, proporcionando um bom stretch. Sua textura agrega um visual básico e moderno.
CANUTILHO: Peças de plástico ou vidro que são usadas em bordados e bijuterias.
CARDADO, FIO: o fio cardado devido a não passar pela penteadeira, possui mais fibras curtas, o que propicia uma maior formação de pilling (bolinhas no tecido) e neps (defeito na regularidade do fio). A aparência também é prejudicada, pois o mesmo possui uma maior irregularidade.
CARDIGAN: casaco ou sweater tricotado, geralmente de lã, sem gola Com ou sem mangas.
CARGO / UTILITY / CARPENTER: são modelos baseado nos estilos dos uniformes de serviço e utilitários. Com base em modelagens amplas e confortáveis dando um efeito de roupa casual.
CASUAL: é o esportivo, básico, descompromissado, descontraído, ocasional.
COTTON/ALGODÃO: o algodão constitui uma das principais fibras têxteis de produção, com comercialização e uso em larga escala mundial. No Brasil, é a principal fibra têxtil, tendo suas fontes de produção localizada nas regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste do país. As principais características para a produção de fios de algodão de boa qualidade são: o comprimento da fibra, e a resistência da fibra.
DÉLAVÉ, PROCESSO: lavagem estonada com aplicação de clareamento e alvejante químico, deixando o tecido com um visual mais macio que o simples estonado.
DESGASTE LOCALIZADO, PROCESSO DE: são acabamentos feitos peça a peça, com difícil reprodutibilidade entre as peças e efeitos diversos. Existem vários efeitos que se pode obter: o Used (uso de pistola para clarear uma parte determinada), o Lixado (processo manual de abrasão com lixa na peça bruta para desgastar o tecido em um local específico), o Detonado (efeitos com uso de esmeril dando picotes na peça antes de lavar revelando, depois de lavado, marcas localizadas) e o Bigode (que dá um efeito imitando as marcações de tanque, feitas manualmente com uso de gabaritos e lixadas com retífica manual).
DESTROYED, PROCESSO: lavagem parecida com a estonagem, porém utiliza mais enzimas que corroem a fibra levemente, deixando um aspecto meio "destruído" justificando assim a palavra destroyed, que no Inglês significa "destruído".
DICRON: é uma malha stretch, elaborada com microfibra e elastano que garantem a maciez e a elasticidade da peça. O diferencial deste produto é o brilho discreto obtido através do uso de um fio iridescente que emite pequenos pontos de luz com o movimento e a incidência da luz sobre a peça.
DRY FIT: conceito utilizado para definir o tecido feito com poliamida e elastano, ou seja, o SUPPLEX que, devido a sua estrutura e a titulagem do fio, proporciona um conforto propício para peças de esporte que exigem uma alta capacidade de transpiração. A peça com o conceito Dry Fit, possui o tecido com capacidade de tirar a umidade do corpo e transporta-lo para fora do tecido. "Dry fit" significa em inglês "Caimento seco", justificando assim seu benefício. Na Cia.Hering estas malhas são a J59 e a J55.
ELASTANO, FIO (SPANDEX): fibra artificial proveniente do poliuretano, mais conhecida comercialmente como LYCRA. Provém da família das fibras químicas que possuem a maior capacidade elástica existente. Seu espichamento é altíssimo o que confere a ele a capacidade de esticar e retornar ao seu estado inicial sem danificações. A Cia.Hering utiliza a melhor lycra existente, proveniente de fornecedores como a Rhodia, por exemplo. O fio de spandex é muito utilizado em roupas que necessitem de movimentos livres (como nos artigos da linha ACTIVE WEAR) e uma alta transpiração, sendo que misturado com tecidos como o algodão, proporcionam conforto, elasticidade, boa transpiração e ótima resistência ao calor e ao frio.
ENZIME WASH: confere aspecto "envelhecido" com bom toque, consiste em uma lavagem enzimática de 60 minutos a 40º C, depois passa por um processo de amaciamento.
ESTONAGEM: processo de lavagem do artigo em tambores que levam junto, as pedras de argila, chamadas de SINASITAS. Durante a lavagem as pedras entram em atrito com o artigo deixando-o com um aspecto "batido", mais "usado". Oferece-se também o aspecto um pouco desbotado e amaciado.
EVASÊ: do francês “évasé” diz-se da peça de vestuário que se alarga para baixo, em forma de cone.
FIAÇÃO: hoje em dia existem vários tipos de processamentos para as fibras naturais e artificiais. Os fios comprados pela Cia.Hering utilizam apenas os processados em "ANEL" e os processados em "OPEN END". O processo de fabricação dos fios influencia diretamente na sua estrutura construtiva, o que fornece aos mesmos, características individuais.
FIBRA: estrutura de origem animal, vegetal, mineral ou sintética parecida com pêlo. Seu diâmetro não excede a 0,05 centímetros. As fibras são utilizadas, entre outras muitas aplicações, em produtos têxteis, e são classificadas em função de sua origem, de sua estrutura química ou de ambos os fatores.
FIBRAS ARTIFICIAIS: o processo de produção das fibras artificiais consiste na transformação química de matérias-primas naturais. A partir das lâminas de celulose, o raiom acetato e o raiom viscose seguem fluxos diferentes. A viscose passa por banho de soda cáustica e, em seguida, por sub-processos de moagem, sulfurização e maturação e, finalmente é extrudada e assume a forma de filamento contínuo ou fibra cortada. O acetato passa inicialmente por um banho de ácido sulfúrico, diluição em acetona, extrusão e por uma operação de evaporação da acetona. Recentemente foi inventada um novo tipo de fibra que também pode ser classificada com artificial que é o tencel.
FIBRAS NATURAIS: os fibras ou fios naturais são obtidos diretamente da natureza e os filamentos são feitos a partir de processos mecânicos de torção, limpeza e acabamento. Podem ser obtidos a partir de frutos, folhas, cascas e lenho. As principais plantas têxteis são: o Algodoeiro (fibra de algodão), a Juta (para fazer cordas), o Sisal (parecido com o linho), o linho (caule com filamentos rígidos) e o Rami (também muito utilizado como o linho).
FIBRAS SINTÉTICAS: o processo de produção das fibras sintéticas se inicia com a transformação da nafta petroquímica, um derivado petróleo, em benzeno, eteno, p-xileno e propeno, produtos intermediários da chamada 1° geração petroquímica e insumos básicos para a produção destas fibras. O benzeno é a matéria-prima básica da poliamida 6 (náilon 6), que, por sua vez, é obtida pela polimerização da caprolactama (único monômero), enquanto que a poliamida 6.6 consiste na polimerização de dois monômeros: hexametilenodiamina e ácido adípico, que por reação de policondensação formam o "Sal N", e em uma segunda fase a poliamida 6.6 (náilon 6.6).O poliéster cuja matéria-prima básica é o p-xileno pode ser obtido por intermédio de duas rotas de produção: a do DMT (Dimetil Tereftalato + MEG) ou a do PTA (Ácido Terefetálico Puro + MEG: Monoetilenoglicol). As fibras acrílicas e olefínicas (polipropileno), por sua vez, têm como principal insumo básico petroquímico o propeno. Pelas suas propriedades e presença de aminoácidos, as fibras acrílicas são comparadas à lã natural e ocuparam os segmentos de roupas de inverno e de tapeçaria, devido as suas semelhanças aos produtos de lã.Recentemente foi desenvolvida uma nova variedade de fibra sintética, a microfibra.
FIL A FIL: tecido de construção de tela sendo os fios tintos ou seja tanto o fio da trama quanto o fio do urdume são tingidos na mesma cor dando um aspecto de tom sobre tom.
FRUFRU: talvez o ornamento feminino por excelência. Forma onomatopéica de babadinhos franzidos, em geral estreitos.
FUSEAU: (do francês) calça justa e afunilada, cuja linha lembra a de um fuso. A diferença entre uma calça fuseau e uma legging é que na primeira, as pernas tem uma alça de união que fica na sola do pé, enquanto a legging tem o comprimento das pernas até a metade da parte inferior destas, nunca chegando aos tornozelos.
FUXICO: Um trabalho artesanal, feito com retalhos formando uma rodelinha franzida que lembra uma flor.
GALÃO: São tiras bordadas, sem elasticidade, que aplicadas nas peças dão detalhes de enfeite ou acabamento. O galão mais conhecido é o branco com duas tiras na cor preta (da marca adidas). Muito utilizado em roupas esportivas.
GARMENT DYE: processo de tingimento para artigos confeccionados em fundo pré-tratado, cuja característica dependerá do tipo de corante e procedimento utilizado. Existem o garment dye reativo que dá um aspecto mais brilhante e solidez na cor, e o garment dye por pigmento que dá o aspecto um pouco mais envelhecido.
GARMENT WASH: processo de lavação para tecidos na cor, com finalidade e pré-encolher a peça e alguns casos melhorar o toque. As peças que sofrem este processo apresentam leves efeitos de marcação nas costuras.
GEL EM RELEVO, ESTAMPA: estampa aplicada com uma camada em relevo de gel incolor (PLASTISOL) o qual dá um aspecto plastificado e meio brilhante na estampa.
GLITTER, ESTAMPA: a malha é estampada em quadro com o glitter na cor desejada e esta estampa leva uma camada de pasta incolor que não sai na lavagem em máquina, pois a pasta incolor a protege.
GOUFRE / JACQUARD: são malhas que apresentam desenhos que são obtidos através de um selecionamento eletrônico das agulhas dos teares.
GRAMATURA: é a massa por unidade de superfície. Sua unidade de medida é gramas por metro quadrado, assim quando se diz que um tecido tem gramatura de 50, quer dizer que ele tem uma massa de 50 gramas por metro quadrado. O tecido pode ser avaliado através da gramatura conforme a tabela anexa, onde "P" é o peso ou massa do tecido.
GODÊ: tecido cortado enviesadamente, na confecção de uma peça de vestuário, principalmente saia.
HIPER DESTROYER: consiste em envelhecer com mais intensidade e maior atrito entre as peças e pedras. Proporciona grande intensidade de clareamento.
HIPER DESTROYER DELAVE: trata-se de stonar para clarear entre as costuras, e após, desbotar. Ou seja, reduz a intensidade da coloração do índigo, deixando seu tom claro.
ILHÓS: Orifício onde se passa uma fita ou um cordão. Feito de metal, plástico ou outro material, normalmente é usado em cintos, como detalhes em bolsas e no bolso do short de praia para a água sair.
ÍNDIGO BLUE: nome do tecido utilizado universalmente para calças jeans. O nome índigo é uma alusão à planta indiana chama INDIGUS a qual continha em sua raiz um corante de coloração natural azul e na época servia de base para tingimentos nas tribos. Hoje o índigo se define como corante para calças jeans em tons de azul.
INTERLOCK, MALHA: estrutura de malha que devido ao seu entrelaçamento, proporciona ótimo caimento, toque mais firme e agradável.
JACQUARD: complexo método de tecelagem inventado por Joseph J.M. Jacquard no anos 1801-1804. Por meio de um sistema eletrônico, que controla as agulhas de tecimento, muitas configurações podem ser obtidas resultando tecidos com "desenhos" especiais (não possíveis em teares comuns).
JEANS: denominamos jeans um estilo de confecção, caracterizado pela estrutura reforçada evidenciando rebites e costuras duplas, por exemplo.
JOGGING: do inglês jog (correr em ríitmo de trote). Agasalho (blusa e calça) para fazer esportes (deve ser usado com tênis). Também conhecido como trainning ou abrigo.
LÃ: fibra natural, animal, proveniente da tosquia de ovelhas e carneiros. A lã é utilizada desde a idade da pedra, sendo que evoluiu, de uma fibra grosseira na antiguidade, a uma fibra nobre, pela seleção de raças de animais produtores.
LEGGING: tipo de roupa-meia, ou estilo da meia-calça. Fruto do movimento da moda, inspirado nas roupas esportivas, o legging ultrapassou as fronteiras da academia e passou a ser utilizado com amplas camisetas ou bustiers como roupa urbana.
LINHO: fibra natural vegetal, proveniente do caule da planta de mesmo nome, é provavelmente a primeira fibra natural que foi utilizada pelo homem para usos têxteis.
LYCRA ® fibra DuPont Sudamerica S/A: fibra sintética, elástica, resistente à abrasão e com excelentes propriedades de extensão e retração.
LOOK: do inglês (olhar), é o estilo, o resultado da soma de roupa, acessórios, maquiagem e cabelo, que se percebe numa única olhada. Sinônimo de visual.
MEIA MALHA (JERSEY): estrutura mais simples de uma malha. As camisetas da linha World da Hering possuem este tecido e quando aliadas ao elastano, proporcionam ao artigo um ótimo caimento, maior durabilidade e possuem a capacidade de moldarem-se ao corpo em seus movimentos.
MELÀNGE: fio 100% algodão, onde a característica mescla é obtida no processo de fiação, com o tingimento da pluma do algodão.
MERCERIZAÇÃO: tratamento com hidróxido de sódio concentrado que é aplicado ao fio ou tecido de algodão o qual proporciona um brilho acentuado, maior afinidade com corantes, toque mais macio, maior resistência e maior encolhimento, portanto é um fio (ou tecido) que já foi extensamente beneficiado para proporcionar menos encolhimento nas próximas lavagens. O processo requer um maquinário caro e leva bastante tempo; daí a explicação de ser uma malha mais cara.
MICROFIBRA: o termo microfibra é concedido a fios sintéticos que são formados por filamentos extremamente finos. Estes filamentos podem ser 60 vezes mais finos que um fio de cabelo e 10.000 filamentos de microfibra podem pesar menos que 1 grama. Os artigos de malha produzidos com Microfibras possuem como características, o toque sedoso, vestem muito bem, encolhimento da peça extremamente baixo, alta resistência, baixo abarrotamento e bom isolamento quanto a vento e frio. As microfibras podem ser de poliéster, poliamida (nylon), acrílico ou viscose.
MICRO MODAL: fibra composta de 100% da mais pura celulose (o liocel). Micro Modal corresponde a todas exigências humanas e ecológicas e é produzida exclusivamente a partir de celulose tratada sem cloro. Micro Modal não contem concentrações de substâncias nocivas, é livre de pesticidas e não causa irritações cutâneas. Tecido de alta maciez, brilho, caimento e transpira quase 50% da umidade. Na coleção, a fibra é utilizada juntamente com o Algodão para elaborar malhas para os artigos underwear, uma vez que provoca a sensação de conforto e maciez altíssimos para um vestuário íntimo e que fica em contato constante com a pele humana.
MIÇANGA: Contas miúdas de massa vitrificada, usadas em bordados e bijuterias.
MODAL BY LEAZING: é a marca registrada da fibra modal pela empresa Leazing. A fibra modal é ecologicamente produzida da celulose encontrada na madeira. Esta fibra possui uma ótima absorção e evaporação de umidade, é parceria ideal para misturas com outras fibras. Os tecidos de modal possuem um toque agradável, macio e proporcionam grande conforto.
MOLETOM, MALHA: estrutura de malha que tem o entrelaçamento feito de tal forma que os fios da malha, no interior, fiquem "flutuantes", ou seja, aliado a um processo de peluciagem ele oferece maior aquecimento do corpo não deixando que o calor se transporte para fora do corpo.
NATURAIS, FIOS: os fios naturais são obtidos diretamente da natureza e os filamentos são feitos a partir de processos mecânicos de torção, limpeza e acabamento. Podem ser obtidos a partir de frutos, folhas, cascas e lenho. As principais plantas têxteis são: o Algodoeiro (fibra de algodão), a Juta (para fazer cordas), o Sisal (parecido com o linho), o Linho (caule com filamentos rígidos) e o Rami (também muito utilizado como o linho).
NYLON: é o termo aplicado para um produto de origem sintética largamente utilizado em fibras têxteis, que se caracteriza pela sua grande resistência, tenacidade, brilho e elasticidade. Foi desenvolvido nos anos 30 e hoje, Nylon é o nome dado a toda uma família de fios e fibras sintéticas, chamadas de poliamidas.
OPEN END: o sistema OPEN END é hoje o método mais prático para a produção de fios. Este sistema tem um fluxo de máquinas reduzido, e é utilizado na sua grande maioria para aproveitar resíduos de outros sistemas de produção em específico o ANEL. Este sistema apresenta melhores resultados com fibras mais curtas do que o processo em ANEL. Devido este detalhe geralmente as fiações tem uma linha de fio ANEL e outra linha de fios OPEN END, a qual aproveita os resíduos da linha anel.
OXFORD: tecido de construção de tela sendo um fio tinto e um fio cru no entrelaçamento da trama e do urdume, deixando um aspecto na camisa de duas cores (sendo o fundo branco).
OVERSIZED (tamanho exagerado) : é o jeans bem folgado.Suas formas amplas não favorecem as mais baixas (achatam a silhueta) nem as gordinhas (parecem ainda mais gordas). Base extra dimensionada de cintura larga, quadril desestruturado e pernas amplas.
PAETÊ: Do francês pailleté - lantejoula. Pequeno círculo, furado no centro usado em bordados e também em bijuterias.
PANAMÁ: nome fantasia para tecido em construção de tela 1 x 1 em 100% algodão.
PASSAMANARIA: Conjunto de fitas trabalhadas, trançadas e bordadas, lembra o galão.
PATCHWORK: tecido de qualquer matéria-prima, composto de vários pedaços de tecidos costurados juntos (em geral mais ou menos quadrado), de aspectos ou de cores contrastantes (jacquard, liso, estampado, etc.). A fantasia vem do máximo de cores ou da harmonia das mesmas. Com aspecto semelhante a uma colcha de retalhos é muito usado para vestidos, colchas, cortinas, etc.
PENTEADO, FIO: no sistema penteado o fio passa por um equipamento que se chama penteadeira. Este equipamento tem a função de retirar as fibras mais curtas (antes de se formar o fio) e impurezas como cascas, que são provenientes do algodão e não foram retirados em processos anteriores. Este processo confere um fio de qualidade superior, visto que este é mais limpo, não possui fibras curtas, e é mais resistente. Tem menos Neps, e forma menos pilling na malha acabada. Porém devido à retirada de mais fibras no processo, a perda de algodão para a produção do fio é maior, o que juntamente com a inclusão de mais um equipamento no fluxo produtivo eleva o custo de fabricação e conseqüentemente o preço do fio, sendo este o fator principal para o encarecimento do fio penteado.
PICUETA: acabamento dado a barras, decotes e punhos em artigos de malha que possui um efeito de bordado nas pontas. Esse efeito é produzido através da regulagem da máquina overlock.
PIQUE, MALHA: estrutura de malha com nome originado da França. Possui uma aparência e textura que favorecem as camisas de gola pólo. A Cia.Hering produz um pique que é considerado o melhor em termos de encolhimento no mercado.
PLANO, TECIDO: formado pelo entrelaçamento de fios perpendiculares, ou seja, os fios do comprimento (vertical-URDUME) entrelaçam-se com os fios da largura (horizontal-TRAMA), compondo o tecido.
POLIAMIDA (NYLON): a poliamida, ou nylon; nome comercial pelo qual também é muito conhecido; foi a primeira fibra sintética criada pelo homem. Tem como características a alta resistência, fácil lavagem, resiste ao amarrotamento, baixa absorção de umidade, toque agradável, e secagem rápida. Uma grande vantagem da poliamida (nylon) em relação ao poliéster é o toque mais sedoso e melhor transpiração.
POLIÉSTER: fibra artificial sintética, obtida de processos químicos, derivada do petróleo. O poliéster é caracterizado por ter uma ótima resistência, baixo encolhimento, secagem rápida, resistente ao amarrotamento e abrasão, baixa propagação de chamas. A Cia.Hering possui a malha J53PE, a qual utiliza o fio DTEX 167 f 144 (microfibra), devido ao alto número de filamentos deste fio, ele tem um toque agradável, alta durabilidade e secagem rápida. A principal vantagem quando comparado com as microfibras de poliamida é o custo. Sua desvantagem é o processo de tingimento, o qual requer mais calor e leva mais tempo para ter a cor fixada.
POLYOCELL: o Polyocell é a mistura de três fibras naturais: Lyocel, Modal e o Poliéster. Esta fusão proporcionou um resultado perfeito, ou seja, as três fibras combinadas alcançaram os melhores índices de conforto, durabilidade, estabilidade e tudo isso com fácil manuseio.
POPELINE: tecido de construção de tela com um fio de algodão de menor qualidade que o algodão penteado mercerizado.
QUADROS, ESTAMPARIA EM: processo em que são utilizados quadros para estampar a malha já no molde pronto. Estes quadros são cobertos por vários tipos de pigmentos, dependendo do aspecto que se quer dar. A estampa pode ser Frontal Total ou localizada e pode-se colocar para acabamento, o glitter, o gel em relevo, papel fosco, papel brilhante, silicone, puff ou vários outros tipos de efeitos de pigmentos que a Hering oferece dentro do que é mais moderno e em voga na moda.
RAYON: Rayon é uma fibra química artificial, derivada da celulose. Os tecidos dessa procedência caracterizam-se por serem altamente absorventes, confortáveis, suaves, de fácil tingimento e apresentam um bom caimento. Seus usos são os mais variados,desde a confecção de roupas (vestidos, camisas, calças, roupas esportivas e lingerie, artefatos de cama, mesa, banho e tapeçaria.
REATIVA, ESTAMPARIA: estampa feita com corantes reativos que oferecem um toque mais macio e melhor solidez (resistência da cor no tecido após várias lavagens).
REBITE: Aviamento metálico utilizado para reforço em cantos de bolso e ou para enfeite decorativo. Estão sempre presentes nos reforços das calças jeans.
RESISTÊNCIA DO FIO DE ALGODÃO: a resistência do fio OPEN END é cerca de 20% menor, do que a do fio ANEL. Junto com a regularidade, são os principais fatores para se obter uma boa tecibilidade na malharia.
RETILÍNEA: máquina de malharia por urdume que produz sweater, golas de camisa Pólo, blusas, etc.. geralmente utiliza fio tinto.
RIBANA, MALHA: estrutura feita em teares de dupla frontura, ou seja, uma face da malha é diferente da outra. Estas faces podem ser trabalhadas ou lisas, proporcionam um alto alongamento e elasticidade capacitando desta maneira que o tecido se molde e acompanhe os movimentos do corpo.
ROTATIVA, ESTAMPARIA: estamparia feita em cilindros com o máximo de 6 cores. A malha, ou tecido, já são estendidos prontos para serem estampados pelo cilindro, que através de perfurações milimétricas soltam a cor para formar o desenho desejado em cima do tecido.
SARJA: construção de ligação do tecido plano, caracterizado pelo pronunciamento da diagonal. Tecido básico e versátil apresenta um excelente caimento, um ótimo aspecto após lavagem e combina com qualquer tipo de clima. É mais utilizada por amarrotar menos do que a tela.
SEDA: fibra natural, animal. É um filamento contínuo formado pelo bicho-da-seda em um casulo. Supõe-se que a seda tenha sido descoberta por volta de 2.640 AC, por uma princesa chinesa.
SINTÉTICOS, FIOS: os fios sintéticos são obtidos através de processos industriais químicos os quais originam polímeros químicos transformados posteriormente em fibras sintéticas. Este fio pode ser constituído por um alto número de filamentos, sendo sua classificação feita através do sistema DTEX (peso em gramas de cada 10.000 metros de fio).
SOFT: foi planejado e desenvolvido com o objetivo de proporcionar ao usuário leveza, mantendo a temperatura do corpo em equilíbrio, garantindo conforto térmico. Indicado especialmente para vestuário de inverno e roupas esportivas.
STONE WASHED: acabamento obtido em peças (artigos) já costurados e tingidos ou estampados, através de lavação industrial das peças na presença de pedras ou enzimas. Resultam artigos com aspecto "usado".
STRASS: Vidro usado na confecção de imitações de pedras preciosas. Muito usado em bijuterias e bordados. Ver Swarovski, cristal.
STRETCH: palavra inglesa que significa esticar. É aplicável a tecido com elasticidade obtida através de filamentos de poliéster texturizado ou de fibras.
SUJOS: apresenta características de peças sujas, stonadas, clareadas e tingidas, onde o corante possui montagem rápida.
SUPER STONE: este processo é utilizado para dar características de envelhecimento, obtido através de atrito mecânico. Permanece o tom escuro.
SUPLEX ® fibra DuPont Sudamerica S/A: é indicado para tecidos esportivos, visto que alia as propriedades das malhas de algodão, confere maciez e flexibilidade a peças confeccionadas, em adição a durabilidade e resistência do nylon (poliamida). Devido ao sistema de texturização a ar, desenvolve um toque parecido com o do algodão, aliado a vantagens das fibras sintéticas. Tecido que proporciona conforto, resistência, caimento e possui uma secagem relativamente mais rápida que outros tecidos.
SUTACHE: Trancinha de seda, lã ou algodão.
SWAROVSKI, CRISTAL: cristais produzidos e lapidados uma a uma industrialmente provêm da Áustria, de mão-de-obra bastante cara, bem como sua importação. A indústria produz em média de 3 milhões de cristais por dia para atender o mercado mundial. Os cristais podem ser aplicados por processos manuais e termocolantes. Os artigos com os cristais podem ser lavados em máquina comum. Nos Estados Unidos também existem estes cristais conhecidos como Rhine Stones, que são um pouco menos encarecidos
TACTEL ® fibra DuPont Sudamerica S/A: tecido 100% poliamida é um tipo de microfibra o qual sua estrutura possui fios texturizados a ar que o capacita ser de alta secagem e alta transpiração. A fibra possui padrão internacional de qualidade dos fios DuPont. O tactel é um tecido que não retém o suor e seca rapidamente quando exposto ao sol.
TAILLEUR - Costume composto de casaco e saia que se tornou popular a partir da segunda metade do século XIX.
TELA: construção de ligação do tecido plano, caracterizada pela simetria da distribuição dos fios na proporção 1 fio por 1 fio (entre urdume e trama). Esta construção em tela plana proporciona uma superfície plana e regular.
TENCEL: nome fantasia da fibra liocel. Fibra celulósica proveniente da polpa de madeira de árvores que são constantemente replantadas e o processo químico utiliza um solvente totalmente reciclável, por isso chama-se de uma fibra Ecologicamente Correta.O liocel representa a grande novidade entre as matérias primas têxteis, possibilita um tecido que alia a resistência do algodão, o toque e a maciez da seda e o perfeito caimento e frescor das fibras celulósicas. A Cia. Hering utiliza a fibra em misturas com o algodão e a lycra, por exemplo, proporcionando malhas com caimento e frescor necessários para a coleção de Primavera/Verão 2002.
TEXTURIZAÇÃO: a texturização é obtida com a união de filamentos contínuos e tem o objetivo de fornecer ao fio, melhor textura e aparência aumentando o aquecimento e a absorção e diminuindo a possibilidade de formação de pilling (bolinhas que se formam sobre o tecido).
TERMOCOLANTE, ETIQUETA: etiqueta pronta que é colocada através de uma prensa térmica. A Hering possui hoje 8 prensas térmicas para atender o número de lote solicitado.
TIGH FIT OU SLIM FIT (caimento justo, apertado): com cintura baixa, tipo Saint-Tropez, marca bem os quadris e tem as pernas justas, com corte afunilado ou reto TOP: do inglês (alto, topo) é a parte de cima de qualquer roupa, miniblusa, jaqueta, camiseta, etc.
TOQUE DO FIO: o toque do fio OPEN END é muito inferior ao dos fios ANEL. Isto ocorre em função das características construtivas descritas acima. O amaciante não consegue a mesma penetração no interior do núcleo do fio, quando comparado com o ANEL.
TRADICIONAL: cintura no lugar e pernas de corte afunilado. Já foi chamada de five pochets (cinco bolsos), três na frente e dois atrás, uma referência à pioneira 501 americana da Levi's. Por seu corte acompanhar as linhas do corpo, costuma vestir bem a maioria das pessoas.
TRANSFER: Aparece de duas formas diferentes, podendo ser em desenhos feitos de strass ou peças pequenas ou imagens em papel especial, mas ambas são passadas para o tecido através de prensa térmica. No primeiro caso derreterá a cola sob o strass e o mesmo colará no tecido, e no segundo, a imagem é passada para o tecido através de sublimação.
TRAMA, FIOS DE: fios horizontais do tecido plano.
TRICOLINE: tecido de construção de tela com a leveza e a resistência do algodão penteado mercerizado, atende a um mercado cada vez mais sofisticado e exigente em tecidos leves, especialmente nos segmentos de camisaria.
TWIN-SET: conjunto, blusa e um casaco de material ou padronagens iguais.
URDUME, FIOS DE: fios verticais do tecido.
USED - objetivo é desgastar a peça. Efeitos localizados COM CARA DE USADO.
UTILITY / CARPENTER: são modelos baseado nos estilos dos uniformes de serviço e utilitários. Com base em modelagens amplas e confortáveis dando um efeito de roupa casual
VELCRO: Usado em roupas utilitárias e esportivas, o velcro é feito de duas tiras , uma forrada com material áspero e outra com material felpudo que se encaixam; com uma leve pressão é muito fácil de abrir.
VINTAGE: clássico, de importância ou qualidade reconhecida.
VISCOSE / MODAL / LYOCEL: fibra artificial de polímero natural, proveniente de celulose regenerada a partir de algodão ou polpa de madeira. As fibras Modal e Lyocell são subcategorias da viscose.
ZÍPER: Criado em 1893, o zíper é o aviamento chave da moda. Em vários tamanhos, larguras e cores, ele está sempre presente em calças, blusas, vestidos, bolsas, sapatos, malas, por toda parte. Tem o invisível que é usado nas peças mais delicadas e quase não aparece realmente. Tem o de plástico, para dar mais colorido às roupas mais alegres. Tem os descartáveis, ideais para as jaquetas; e também tem os de metal em vários banhos, mudando a cor para ouro, ouro velho, prata e outros; não podemos esquecer o de strass que parecem uma jóia.
sábado, 16 de outubro de 2010
CIENTISTAS CRIAM ROUPA QUE PODE SER VESTIDA COM JATOS DE SPRAY
Tecido adere à pele e pode ser feito com fibras de lã e linho
Pesquisadores do Imperial College, em Londres (Inglaterra), criaram um tecido que pode ser "vestido" a partir de jatos de aerossol.
O produto, chamado Fabrican Spray-on, é feito de pequenas fibras que são combinadas com polímeros (compostos químicos de alta massa molecular) e um solvente que faz com que o tecido chegue à pele na forma líquida e faça o spray evaporar logo após chegar a essa superfície.
De acordo com os pesquisadores, a textura do tecido pode ser alterada de acordo com as fibras que são usadas, como lã, linho e acrílico. Manel Torres, que criou o produto, diz que a ideia era fazer um tecido que fosse "futurista" e "confortável".
Ele diz que o Fabrican Spray-on pode ser usado para outras aplicações além da moda. Ele diz que é possível aplicar o material em bandagens médicas, lenços higiênicos e em forros de carros.
by R7.com
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
De Onde Veio a sua Roupa ?
Bom, pessoal está postado algumas páginas de uma revista que estou louco para saber também, mas me foi dada pela Profa Mestra. Priscilla de Paula Pessoa, minha professora de Historia da Arte – da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS. Fala um pouco sobre “De onde veio a sua roupa”, muito interessante essa matéria, a única coisa que sei que é da editora Abril. E foi extraída da “Enciclopédia da Moda” por Georgina O’Hara Callan, Cia de Letras, 2007, “A Roupa e a Moda” por James Laver, Cia de Letras, 1989.
Depois deixem comentários, abraços e até a próxima.
por Elvis Hoffner
História do Biquini,Lingerie e Espartilhos
História do Biquini
Se há um setor do vestuário em que o Brasil está na frente, sem dúvida é o de moda praia. Além de ser o país que mais fabrica e consome esse tipo de roupa, o Brasil avançou em tecnologia e modelagem ao longo dos anos. O biquíni brasileiro é conhecido e reconhecido internacionalmente, seja por seu estilo mais ousado, por sua qualidade ou mesmo pela criatividade dos modelos, que o diferencia dos outros fabricados em outros países.
Apesar de toda essa vocação natural em relação aos trajes de banho, o biquíni não é uma invenção nacional. Ele foi inventado pelo estilista francês Louis Réard que o batizou com o nome do pequeno atol de Bikini, no Pacífico, onde os americanos haviam realizado uma série de testes atômicos.
Não é a toa que a famosa editora de moda Diana Vreeland (1903-1989) disse uma vez que o biquíni "é a invenção mais importante deste século (20), depois da bomba atômica". O lançamento do primeiro biquíni foi em 26 de junho de 1946 e causou o efeito de uma verdadeira bomba.
Apesar de toda euforia em torno do novo traje de banho, descrito por um jornal da época como "quatro triângulos de nada", o biquíni não emplacou logo de cara. O primeiro modelo, todo em algodão com estamparia imitando a página de um jornal, se comparado aos de hoje, era comportado até demais. Entretanto, para os padrões da época, um verdadeiro escândalo.
Tanto, que nenhuma modelo quis participar da divulgação do pequeno traje. Por isso, em todas as fotografias do primeiro biquíni, lá está a corajosa stripper Micheline Bernardini, a única a encarar o desafio.
Na década de 50, as atrizes de cinema e as pin-ups americanas foram as maiores divulgadoras do biquíni. Em 1956, a francesa Brigitte Bardot imortalizou o traje no filme "E Deus Criou a Mulher", ao usar um modelo xadrez vichy adornado com babadinhos.
No Brasil, o biquíni começou a ser usado no final dos anos 50. Primeiro, pelas vedetes, como Carmem Verônica e Norma Tamar, que juntavam multidões nas areias em frente ao Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e, mais tarde, pela maioria decidida a aderir à sensualidade do mais brasileiro dos trajes. A partir daí, a história do biquíni viria se tornar parte da história das praias cariocas, verdadeiras passarelas de lançamentos da moda praia nacional.
Na década de 60, a imagem sensual da atriz Ursula Andress dentro de um poderoso biquíni, em cena do filme "007 contra o Satânico Dr. No" (1962) entrou para a história da peça. Em 1964, o designer norte-americano Rudi Gernreich dispensou a parte de cima do traje e fez surgir o topless, numa ousadia ainda maior. No Brasil, essa moda não fez tanto sucesso quanto em algumas praias da Europa, mas mesmo assim o então prefeito de São Paulo, Prestes Maia, chegou a proibir o uso do topless em piscinas públicas.
Um modelo muito usado nos anos 60 era o chamado "engana-mamãe", que de frente parecia um maiô, com uma espécie de tira no meio ligando as duas partes, e, por trás, um perfeito biquíni.
Mas foi no início dos 70, que um novo modelo de biquíni brasileiro, ainda menor, surgiu para mudar o cenário e conquistar o mundo - a famosa tanga. Nessa época, a então modelo Rose di Primo era a musa da tanga das praias cariocas.
Durante os anos 80 surgiram outros modelos, como o provocante enroladinho, o asa-delta e o de lacinho nas laterais, além do sutiã cortininha. E quando o biquíni já não podia ser menor, surgiu o imbatível fio-dental, ainda o preferido entre as mais jovens. A musa das praias cariocas dos 80 foi sem dúvida a então modelo Monique Evans, sempre com minúsculos biquínis e também adepta do topless.
Nos anos 90, a moda praia se tornou cult e passou a ocupar um espaço ainda maior na moda. Um verdadeiro arsenal, entre roupas e acessórios passaram a fazer parte dos trajes de banho, como a saída de praia, as sacolas coloridas, os chinelos, óculos, chapéus, cangas e toalhas. Os modelos se multiplicaram e a evolução tecnológica possibilitou o surgimento de tecidos cada vez mais resistentes e apropriados ao banho de mar e de piscina.
Toda essa intimidade brasileira com a praia, explicada pelo clima do país (em alguns Estados brasileiros é verão durante a maior parte do ano) e pela extensão do litoral que tem mais de 7 mil km de praias, podem explicar o motivo pelo qual o Brasil é o país lançador mundial de tendências desse segmento.
História da Lingerie
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O cinema e as revistas também ajudaram a criar um clima de sedução e fantasia, despindo as musas de suas roupas e deixando-as apenas com suas roupas de baixo, cada vez mais bonitas e elaboradas.
A lingerie passou por uma série de transformações ao longo do tempo, acompanhando as mudanças culturais e as exigências de uma nova mulher que foi surgindo, principalmente durante o século 20. A evolução tecnológica possibilitou o surgimento de novos materiais, que tornou a lingerie mais confortável e durável, duas exigências da vida moderna.
Desde o tempo das vestes longas, usadas até pouco depois da Idade Média, passando pela ostentação dos séculos 17 e 18, quando era usado um verdadeiro arsenal de acessórios por baixo das grandes saias femininas, até o início do século 20, a mulher sofreu horrores em nome da beleza e da satisfação masculina.
Os espartilhos, usados por mais de quatro séculos, causava sérios problemas à saúde, além do desconforto e da obrigação de ostentar uma "cinturinha de vespa". Os seios, foco da atenção por muito tempo, eram forçados para cima através dos cordões apertadíssimos dos espartilhos. Também as calcinhas, como são atualmente, passaram por drásticas mudanças. No século 19, eram usadas ceroulas, que iam até abaixo dos joelhos. O surgimento da lycra e do nylon permitiu uma série de inovações em sua confecção, que possibilitou até a criação de um modelo curioso nos anos 90: uma calcinha com bumbum falso, que contém um enchimento de espuma de nylon de vários tamanhos e modelagens.
Um acessório sensual muito usado na década de 20 foi a cinta-liga, criada para segurar as meias 7/8. Dançarinas do Charleston exibiam suas cintas-ligas por baixo das saias de franjas, enquanto se sacudiam ao som frenético das jazz-bands. Ainda nos anos 30, a cinta-liga era o único acessório disponível para prender as meias das mulheres, que só tiveram as meias-calças à sua disposição a partir da década de 40, com a invenção do náilon em 1935.
Espartilhos, meias de seda 7/8, ligas avulsas presas às cintas, continuaram sendo usados por muitas mulheres, mas não mais por uma imposição ou falta de opções, mas por uma questão de estilo ou fetiche, já que esses acessórios se tornaram símbolos de erotismo e sensualidade na sociedade ocidental.
A lingerie atravessou o século 20 sempre acompanhando a moda e as mudanças de comportamento. Quando a moda eram roupas justas e cinturas marcadas, lá estava o sutiã com armações de metal, cintas e corpetes para moldar o corpo feminino. Na década de 60, com a revolução sexual, o sutiã chegou até a ser queimado em praça pública, num ato pela liberdade feminina. Uma geração de mulheres afirmava, em 1980, não usar nada por baixo das camisetas ou de seus jeans, mas os tempos mudaram e a moda trouxe tantas novidades em cores, materiais e estilos, indo do esportivo todo em algodão, ao mais sofisticado modelo em rendas e fitas, que as mulheres chegaram a gastar mais em roupas de baixo do que em qualquer outro item de guarda-roupa ainda durante os anos 80.
A indústria de lingerie, que continua crescendo, aposta agora em alta tecnologia. É possível encontrar no mercado desde o espartilho no mais clássico modelo renascentista até o sutiã mais moderno, recheado de silicone, a última novidade.
História do Espartilhos
Desde o início do século 14, a preocupação era dar forma à porção central do corpo. Neste período, homens e mulheres usavam faixas apertadas em volta do corpo. Com o tempo, as mulheres passaram a usar saias longas e fartas. Somente a cintura era apertada, enquanto o resto podia fluir e criar volume.
Até a Idade Média, os seios eram sustentados por corseletes, uma espécie de colete justo, que eram usados por cima de camisas e amarrados nas costas. Com o tempo, essa peça tornou-se mais rígida e pesada, até o surgimento do espartilho propriamente dito.
Nenhuma outra época exaltou tanto a beleza feminina como o Renascimento, um período de sensualidade e erotismo. Durante o século 15, a atenção estava toda voltada para os seios.
Após o Renascimento, o vestuário tornou-se mais rígido, assim como a época. Apareceu o corpete pespontado, que dava ao busto o aspecto de um cone. Esse corpete era armado com uma haste (uma lâmina sólida feita de madeira, marfim, madrepérola, prata ou osso de peru, para os menos abastados) encaixada no próprio tecido.
No século 18, o uso de barbatanas de baleia deixaram as hastes mais flexíveis e os espartilhos menos rígidos. Já no final do século, a haste central foi substituída por várias barbatanas. O novo espartilho comprimia os seios por baixo e deixava-os mais evidentes sob os decotes.
A Revolução Francesa sacudiu a sociedade européia. As roupas voltaram a ser mais simples e práticas, levando a moda a outras camadas sociais. Pela primeira vez em séculos, as mulheres deixaram de usar suas crinolinas (uma armação feita de arcos de aço para moldar a forma das saias) e seus espartilhos. A moda era das transparências, e os seios eram sustentados por um corpinho de tecido.
A idéia de que o corpo deveria ficar firme era muito forte e, com isso, os espartilhos voltaram a ser usados. Vários modelos surgiram, acompanhando a moda do momento. Um desses modelos foi o corpete "à la Ninon", que trouxe de volta as barbatanas, mas era cortado bem curto, na altura da cintura.
No século 19, de 1804 a 1820, o espartilho parece mais um instrumento de tortura. É a moda dos seios separados, possível graças a um sistema de barbatanas inventado por um espartilheiro da época. A partir de 1815 os decotes ficaram mais profundos e a cintura, que era embaixo dos seios, voltou ao lugar normal, o que significava silhuetas finas e exigia espartilhos ainda mais terríveis.
Em 1823, foi apresentado pela primeira vez um modelo mecânico, com polias, que podia ser atado e desatado sem a ajuda de outra pessoa.
Em 1828, só existiam duas marcas registradas de espartilhos, mas em 1848 elas já somavam 64.
Em 1832, o suíço Jean Werly abriu uma fábrica de espartilhos sem costuras, que já saíam do tear com barbatanas, hastes e armações prontos. Com o início da industrialização, foi possível fabricar modelos mais baratos.
Em 1840, foram usados cordões elásticos, o que facilitou que as mulheres se vestissem e se despissem sozinhas. A partir dessa época, as mulheres superaram os homens na fabricação dos espartilhos, que começaram a ser moldados com antecedência e em série, iniciando assim a confecção.
Até 1870, a mulher permaneceu comprimida, mas, a partir daí, a crinolina foi substituída pela "tournure" (uma espécie de almofada), que deixava a mulher com o perfil de um ganso, em forma de S, com os seios projetados para a frente, e os quadris, para trás.
Nessa época, existiam muitos modelos de espartilho à disposição, para todas as ocasiões. Além disso, a invenção das barbatanas em aço inoxidável acabou com a luta das mulheres contra a ferrugem. No final do século 19, os espartilhos eram tão apertados que as mulheres não conseguiam mais se abaixar, além de possuírem um sistema complicado de ligas e prendedores de meias.
Na Exposição do Trabalho de 1885, foram apresentados os seios artificiais, adaptáveis ao corpete, que podiam ser inflados.
Em 1900, outro modelo terrível, cheio de enfeites, possuía um mecanismo metálico que incomodava as virilhas, obrigando as mulheres a se curvar. Os seios, novamente, eram projetados para frente, o que caracterizava ainda mais a forma de S.
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Nessa época, as mulheres começaram a exigir novos modelos, que correspondessem melhor aos seus anseios. Seu modo de vida havia mudado e uma classe média de mulheres que trabalhavam começou a surgir, além da popularização da prática de esportes.
A mulher continuou a usar o espartilho, porém ele já estava menor e mais flexível, permitindo movimentos mais livres e postura reta.
Curiosamente, esse estilo mais natural fez surgir, em 1908, um espartilho longo que descia até os joelhos, impedindo a mulher de sentar-se.
A morte do espartilho está intimamente ligada à Primeira Guerra Mundial. Com os homens ocupados, lutando na frente de batalha, as mulheres foram convocadas a assumir os trabalhos nos campos, nas cidades e nas fábricas. O trabalho operário exigia espartilhos menores, mais confortáveis e simples. Além disso, a burguesia não contava mais com grande criadagem, o que fez com que as damas optassem por modelos de corpetes mais simples e fáceis de vestir.
Durante os anos de guerra, os espartilhos foram, gradativamente, sendo substituídos por cintas. Os seios, porém, precisavam de algum suporte, já que o espartilho também servia para erguê-los. Foi nesse contexto que, um acessório que apareceu nos anúncios publicitários de lingerie a partir do fim do século 19, mas que ainda não havia conquistado todas as mulheres, passou a ser fundamental - o sutiã.
A moda, entretanto, voltou a adotar a silhueta marcada, em 1940, trazendo de volta os espartilhos, porém mais leves. Novamente a guerra, dessa vez a Segunda Guerra Mundial, tratou de tirá-los de cena. Somente em 1947, com o "New Look", de Christian Dior, que valorizava as formas do busto e cintura fina, os espartilhos voltaram a ser usados. Nessa época, o estilista francês Marcel Rochas criou um modelador cintura-de-vespa que foi um grande sucesso.
Na década de 80, os corpetes com barbatanas, que realçam o corpo, voltaram a ser apreciados. Já no início dos anos 90, com o fetichismo em moda, alguns grandes estilistas como Gianni Versace e Jean-Paul Gaultier lançaram espartilhos futuristas e que deviam ser usados, não como roupa de baixo, mas por fora, para serem mostrados.
por Elvis Hoffner
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